Brasil está cada vez mais acesso no radar global de “oustourcing”

Através do trabalho institucional realizado pelo Softex, o PSI – Programa Setorial Integrado, com a Apex, e juntamente com os investimentos das empresas brasileiras em outros mercados, como a Stefanini IT, CPMBraxis, BRQ, Politec, Act Minds, Módulo, Cinq, AP Data, SCA, DB1, Embria, entre outras, o Brasil vem ganhando cada vez mais destaque no cenário mundial de “outsourcing” de serviços e soluções de TI.

Há 3 anos, o PSI do Softex/Apex, vem trabalhando forte para promover o “Brazil IT” institucionalmente, participando dos principais eventos do setor, e destacando as vantagens competitivas que a nossa opção oferece comparado a outros países destino.

Em um estudo de mercado em andamento no mercado norte-americano, visando determinar qual deve ser o posicionamento ideal para as empresas brasileiras, já foram detectadas algumas tendências que contribuem para a visão de que o país está acesso no radar dos executivos de TI da região.

Foram entrevistados até o momento aproximadamente 130 executivos dos setores de Serviços Financeiros, Telecomunicações e Mídia, Indústria Manufatureira, Saúde e  Educação com faturamento anual entre US $ 300 milhões e US $ 1 bilhão.  E numa primeira análise, fica evidente a tendência das empresas do mercado norte americano buscarem distribuir melhor o seus riscos e ter mais gerencial. Isto favorece o “nearshoring” que além de oferecer claras vantagens de gerenciamento dos projetos, traz também a  proximidade geográfica com fusos horários mais compatíveis com os seus próprios expedientes e jornadas de trabalho.

 

Mas a necessidade de supervisionar e controlar também indica uma ligação direta com a qualidade, fazendo com que as empresas busquem uma maior qualificação técnica e a presença de “business expertise” nos fornecedores selecionados.  De acordo com as respostas dos executivos entrevistados, depois de muita experiência acumulada em projetos terceirizados para outras geografias, as empresas aprenderam que para ter um produto ou serviço compatível e aderente as necessidades do negócio, é imperativo que no berço do desenvolvimento, as regras de negócios já estejam presentes e sejam embutidas.

Por último, e não menos importante, especialmente nestes momentos de turbulência que vivemos,  as empresas descobriram que, ao priorizar terceirizar seus projetos mais próximos de casa, para assim poderem ter mais controle, conseguiram também ter um custo final menor, e com isto alcançar uma redução geral de custos.

Tipicamente, as empresas focavam os seus orçamentos a partir de valores baseados no custo “FLC – Front Loaded Cost”, que basicamente leva em consideração somente os custos previstos antes do projeto ser iniciado, sem contar com todas as horas adicionais de ajustes e correções necessárias que não foram previstas ou computadas.

Entretanto, ao comparar o seu preço “FLC” com o custo final, o “ELC – End Loaded Cost”, as empresas invariavelmente terminavam com custo maior que o inicialmente antecipado. Segundo o estudo, diversas empresas acabaram com um custo maior ao final do projeto por causa de necessidade de alocar um maior número de horas para correções, somado aos altos custos de deslocamento físico para supervionar os trabalhos de perto..

Com isto, o que o estudo está indicando, é uma tendência de mudança no destino dos projetos de “outsourcing”, onde grande parte dos projetos das empresas estão sendo direcionados para destinos com maior proximidade geográfica e de fuso horário, enquanto que, outros destinos mais distantes, vem diminuíndo. Países como México, Costa Rica, Chile e Brasli são hoje destinos preferenciais para gama de serviços de desenvolvimento e manutenção de aplicações.

E nesse contexto, o Brasil fica muito bem destacado, pela sua economia diversificada e business expertise, pelo seu mercado de TI doméstico ser altamente desenvolvido e os profissionais terem excelente capacitação técnica, e pela sua flexibilidade e pluralidade cultural, onde inexistem barreiras culturais. O Brasil deve aproveitar este momento para manter a luz acessa no radar das empresas de forma permanente.

2 comments on “Brasil está cada vez mais acesso no radar global de “oustourcing”
  1. Parana says:

    Não há data de publicação e não há data de referência da informação. Esses dados se referem a que período?

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